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Brasil: base fragmentada, inflação e Selic em 14,25%

O que aconteceu?

O governo Lula enfrenta um cenário complexo em 2025. A base aliada no Congresso está fragmentada, exigindo negociações constantes com o centrão. Enquanto isso, a economia surpreendeu com um PIB de 2,9% em 2024, mas a inflação fechou o ano em 4,5%, acima da meta. O Banco Central manteve a taxa Selic em 14,25% ao ano, o que encarece o crédito e desacelera investimentos.

No campo político, a reforma tributária foi aprovada em 2023, mas sua regulamentação ainda tramita lentamente. O governo tenta aprovar uma reforma administrativa para conter gastos, mas enfrenta resistência. As eleições municipais de 2024 mostraram o crescimento do centro político, prenunciando uma disputa presidencial em 2026 mais polarizada.

Por que isso importa?

A combinação de inflação alta e juros elevados afeta diretamente o bolso do cidadão. Com a Selic em 14,25%, o crédito fica mais caro para comprar um carro, financiar uma casa ou investir no próprio negócio. A inflação de 4,5% corrói o poder de compra, especialmente dos mais pobres.

A fragmentação política dificulta a aprovação de medidas que poderiam melhorar a economia. Sem uma base sólida, o governo gasta tempo negociando cargos e emendas em vez de aprovar reformas. Isso gera incerteza para investidores e trava o crescimento de longo prazo.

Contexto

O Brasil vive um ciclo de instabilidade desde o impeachment de Dilma Rousseff em 2016. A Operação Lava Jato expôs a corrupção sistêmica e levou à prisão de Lula em 2018, anulada depois. A eleição de Jair Bolsonaro em 2018 representou um trauma democrático, com ataques ao STF e ao sistema eleitoral.

A pandemia de Covid-19 agravou a desigualdade e expôs a fragilidade do sistema de saúde. O governo Bolsonaro foi marcado por negacionismo científico e desmonte ambiental. A eleição de Lula em 2022 representou uma tentativa de reconstrução, mas o país segue dividido. Historicamente, o Brasil alterna entre governos de centro-esquerda e direita sem grandes rupturas.

Minha analise

Na minha opinião, o governo Lula demonstra habilidade tática ao negociar com o centrão, mas falta uma visão estratégica de longo prazo. A inflação alta e os juros elevados são reflexo de uma política fiscal expansionista que não foi acompanhada de cortes de gastos. O novo arcabouço fiscal é frágil e já mostra sinais de que precisará de mais receitas.

O cenário político para 2026 é preocupante. A polarização entre Lula e a direita bolsonarista pode se intensificar, dificultando ainda mais a governabilidade. Acredito que o Brasil precisa de um pacto nacional mínimo para aprovar reformas estruturais, mas isso parece cada vez mais distante com a fragmentação partidária.

O que esperar?

No curto prazo, a inflação deve continuar pressionada, e o Banco Central pode manter a Selic alta por mais tempo. O governo precisará de mais receitas para cumprir a meta fiscal, o que pode significar aumento de impostos ou cortes em programas sociais. A reforma tributária sobre o consumo promete simplificar impostos, mas seus efeitos demorarão anos para aparecer.

Para 2026, a disputa presidencial promete ser acirrada. Lula pode tentar a reeleição, mas enfrenta desafios de elegibilidade e desgaste natural. Tarcísio de Freitas surge como nome forte da direita. O centro político, que cresceu nas eleições municipais, pode ser o fiel da balança. O futuro do Brasil depende da capacidade de diálogo entre os poderes e da aprovação de reformas que garantam crescimento sustentável.

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